sábado, 29 de janeiro de 2011

VOLVER


Volver, filme de Pedro Almodôvar, conta a história de três gerações de mulheres de uma mesma família onde o abuso sexual e as suas dolorosas consequências, a morte, o perdão, os segredos e o enredo nos conduzem a um drama profundo que nos envolve do princípio ao fim.

Revi ontem este filme. Dele faz parte uma das canções da minha lista de preferências musicais. Aqui fica: VOLVER.



sábado, 22 de janeiro de 2011

VAI AONDE TE LEVA O CORAÇÃO



Chegou-me às mãos, através da minha amiga  e colega Catarina, o livro “Vai aonde te leva o Coração”, de Susanna Tamara, escritora italiana, nascida a 12  de Dezembro de 1957.

É uma narrativa cheia de sensibilidade, de pormenores, de interrogações, que, de quando em quando, nos impelem a parar a leitura e quase nos obrigam a reflectir sobre as nossas próprias condutas, sobretudo, sobre o modo como alicerçamos as nossas relações.

São 15 cartas escritas (com sabor a diário íntimo) por uma avó de 80 anos que, vive apenas com Buck, o seu velho cão, e que se entretém a tricotar e a tratar do jardim.

São cartas dirigidas à sua única neta (mas que não envia) e que espera um dia virem a ser lidas por esta. Nelas narra pequenos acontecimentos do seu dia-a-dia, enquanto o coração se vai abrindo a recordações inquietantes do passado. São recordações de uma história de três gerações (dela, da filha e da neta) que embora ligadas por laços de sangue, não se conhecem. São 3 gerações conservadoras, de conflitos e, sobretudo, de ausência de comunicação, com todas as consequências daí advindas, sobretudo, ao nível da verdade e da demonstração dos afectos.
É desta forma, à distância, que conta a sua vida à neta e lhe diz o quanto gosta dela.

Deixo-vos os dois parágrafos finais do livro.

“Quando te sentires perdida, confusa, pensa nas árvores. Lembra-te da forma como crescem. Lembra-te de que uma árvore com muita ramagem e poucas raízes é derrubada à  primeira rajada de vento, e de que a linfa custa a correr numa árvore com muitas raízes e pouca ramagem. As raízes e os ramos devem crescer de igual modo, deves estar nas coisas e estar sobre as coisas, só assim poderás dar sombra e abrigo, só assim, na estação apropriada, poderás cobrir-te de flores e frutos.
E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste  no dia em que vieste ao mundo,  e sem deixares que nada te distrai, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar.”

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A COR DOS ABRAÇOS

Gosto muito de espreitar o blogue da Teresa. Sempre que o visito, páro e quase sempre me deixo enlear nas publicações que ali encontro. Posso mesmo dizer que é um sítio onde me vou deliciar. Há ternura e afectos aos molhos, sobretudo, nas publicações relacionadas com os meninos da Teresa, que é educadora de infância.

Transcrevo, com a autorização desta amiga virtual, este belíssimo texto. É um novelo com muita ponta por onde se pegar, sobretudo, se quisermos entrar pelo campo dos afectos, da poesia, dos diferentes sentidos da vida…

“Às vezes os meninos fazem perguntas surpreendentes, ou melhor, as perguntas dos meninos são sempre surpreendentes, os adultos é que nem sempre “ têm tempo” para se deixar surpreender!
Mas a minha profissão é feita de meninos, por isso nunca persigo o tempo e deixo que ele e os meninos me surpreendam. Como aconteceu ontem quando líamos a história, “O Pequeno Azul e o Pequeno Amarelo”, um livro delicioso da editora Kalandraka.
O livro conta a história de dois pingos de tinta, um azul o outro amarelo, amicíssimos e vizinhos que um dia se abraçam e ficam verdes…
O objectivo principal do livro talvez seja a exploração e aprendizagem das cores e digo talvez, porque o que se lê nem sempre está escrito e mesmo que esteja podemos sempre ler mais, tanto quanto os nossos horizontes o permitam…
E os meninos são tão cheios de horizontes!
Depois de ouvir o que se dizia sobre a história, Rodrigo perguntou intrigado:
- Ó Professora, os nossos abraços são de que cor?
Não vou mentir, já tinha pensado e sentido as cores dos meus abraços.
Por vezes são azuis salpicados de espuma branca, outras, completamente transparentes, e pensei também se um abraço transparente é o que não tem cor, ou se pelo contrário é onde estão contidas todas as cores!
Os meus abraços, são vermelhos quando apaixonados. Verdes se serenos.
Quando o meu abraço muda pra amarelo, ele é tão quentinho! E mais quente ainda se o pinto de cor-de-laranja…
Os abraços brancos são tão leves, parecem flocos de neve. E os castanhos, têm um cheirinho tão bom a terra!
Há quem fuja dos abraços pretos e cinza. Eu misturo-lhes uns pingos de branco e torno-os, leves…
Mas a minha cor de abraços preferida é aquela para a qual ainda não tenho nome mas que sei existe do lado de cá de mim!
E eu que cheguei a pensar que as cores iluminavam a vida, agora tenho dúvidas se não será a vida que ilumina as cores!
Definitivamente, as cores se não forem sentidas não fazem qualquer sentido!”

Retirado do blogue  Búzio do Vento
http://buziodovento.blogspot.com/

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

TRISTESSE- CHOPIN

A propósito do livro lido O PENÚLTIMO SONHO, de Ángela Becerra, descobri Tristesse. Foi amor à primeira vista. A partir daí, passou a fazer-me, muitas vezes, companhia.




Rita Carrapato

SÃO MESMO COISAS E LOISAS

Acontecimentos, divulgações, músicas, humor, livros, poesia… tudo cabe em Coisas e Loisas. São coisas de ontem e coisas de hoje. Quem sabe... de amanhã. São, sobretudo, olhares mais ou menos fugazes sobre o que gosto ou sobre o que me emociona.

Rita