quinta-feira, 19 de maio de 2011

A MENINA QUE NÃO SABIA LER


A MENINA QUE NÃO SABIA LER é um romance onde emoções se cruzam constantemente com duros factos    - negligência, dor, abandono, solidão – e em que um forte e obsessivo instinto de protecção fraternal vai perigosamente conduzir a actos bizarros, violentos, cruéis, tão improváveis durante o desenrolar do princípio da narrativa. Surpreendente e mórbido é o final; será que o autor nos quis despertar para o que pode ser o mundo imaginário de uma criança abandonada?

Apesar da morbidez excessiva de alguns factos e de algumas pontas soltas ao longo de todo o romance (como por exemplo, o porquê do tio nunca aparecer na mansão, o quê ou quem terá motivado o acidente da 1.ª perceptora…), pequenos detalhes (propositados ou não?) que não atrapalham a percepção e o correr fluído do acontecimentos, A MENINA QUE NÃO SABIA LER é um romance  a não perder.

Passa-se em 1891, Nova Inglaterra. Florence e o seu meio-irmão Giles, habitam uma  misteriosa mansão em ruínas. Órfãos, têm como única família um tio tutor, que não conhecem. A única preocupação do tio é que Florence não aprenda a ler, dada a opinião muito rígida que ele tem sobre a educação das mulheres - para ele, a leitura transforma a personalidade das mulheres e possibilita-lhes pensarem por elas próprias.

No início da narrativa, os dois irmãos vivem vagueando e brincando à sua vontade, ao cuidado de empregados contratados pelo tio (John, Mary, Meg e a Sra. Grose, a governanta).

Num dos dias em que brincavam às escondidas pelos corredores da mansão, Florence descobre casualmente uma enorme e bafienta biblioteca. Mesmo sem saber ler, fica extasiada e apaixona-se imediatamente por aquele lugar proibido. Lentamente  e com alguma dificuldade aprende a ler sozinha, sem que ninguém dê conta disso. A partir daí começa a dissimulação da sua vida, como se tivesse uma vida dupla, inventa planos de fuga e esconderijos para devorar  livros em segredo, tendo como único cúmplice o seu fiel irmão. Lê Gibbon, Sir Walter Scott, Dickens, George Eliot, Whitman, Edgar Põe, Shakespeare…
Um dia Giles é mandado para uma escola internato. Florence sente muito a falta do seu irmão e cada vez se sente mais desamparada e sozinha, entregando-se cada vez mais aos seus livros.

Giles, considerado pouco apto para os estudos, é mandado de volta a casa, ficando aos cuidados da preceptora Whitaker, de quem Florence não gosta. Pouco tempo depois esta sofre um acidente, que ninguém consegue explicar, morrendo afogada no lago da velha mansão. Uma nova preceptora, a Sra Taylor (fria e misteriosa), é contratada para instruir Giles.
Florence depressa se convence de que esta preceptora é um espírito maligno que veio para levar Giles. Notando-o cada vez mais distante de si, Florence espia e engendra esquemas para evitar que isso aconteça, tornando-se uma menina obcecada, diabólica, sendo capaz de tudo fazer para preservar a companhia do seu irmão, ao ponto de matar.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

POR UM SORRISO


Foi no Sábado, dia 30 de Abril , o lançamento do livro de poesia "Por um Sorriso". As vendas  vão reverter a favor da instituição "Abraço".
Porque não pôr em dia um bocadinho do espírito de solidariedade? Vá lá, não custa nada! "Por um Sorriso" é muito barato, se atendermos ao tamanho do sorriso das crianças com a nossa pequena ajuda.