sábado, 30 de junho de 2012

MÃOS FERIDAS NA PORTA DE UM SILÊNCIO



Vida que às costas me levas
porque não dás um corpo às tuas trevas?

Porque não dás um som àquela voz
que quer rasgar o teu silêncio em nós?

Porque não dás à pálpebra que pede
aquele olhar que em ti se perde?

Porque não dás vestidos à nudez
que só tu vês?

(Natália Correia)

1 comentário:

Nilson Barcelli disse...

É um poema sublime.
Por isso, sublime também foi a tua escolha poética.
Rita, minha querida amiga, tem um bom resto de semana.
Beijo.