quinta-feira, 1 de novembro de 2012

NÃO QUERO MAIS QUE SER...


Não quero mais que ser um barco verde
da madeira mais clara do cristal
um barco,meu amor,uma clareira
na rota da estrela incarnada num mural

melhor diria ser um cravo rubro
da pétala mais voadora do pinhal
uma abelha,meu amor,uma fogueira
em campo branco,minha terra no areal

talvez soubesse ser um marinheiro
da saudade mais longa do choupal
um cais,meu amor,uma ribeira
desenhada numa tela ou um trigal

Ou então,se a mais não tiver tempo
levarei a tiracolo aquela brasa
que apanhei no vento em noite escura
e hoje bebo como água,como nervo,como casa


manuel branco

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